03/07/2018 _Gestão de Marcas: o que mudou nos últimos anos?
Gestão de Marcas: o que mudou nos últimos anos?


Marca não é apenas uma imagem bonita. Quando bem construída, é ela que vai proporcionar ao consumidor a sensação de confiança, fidelidade e o respeito que a empresa deseja ter no mercado. Isto tudo depende de um conjunto de fatores. Uma boa marca é composta pelo seu logotipo, nome, conceito, atitudes e ações da sua empresa em relação à sociedade. 

Como, por exemplo: utilizar insumos que respeitam a natureza, não permitir que os rejeitos de produção contaminem o solo ou as águas, oferecer condições adequadas e dignas de trabalho aos seus colaboradores, oferecer produtos de qualidade que preservem a saúde do consumidor e, finalmente, praticar ações de cunho social. Está vendo agora que sua marca não é só aquele desenho bonito, mas indica a forma com que ela vai se posicionar no mercado. 

TRANSFORMAÇÕES DA GESTÃO DE MARCAS

Uma marca responsável envolve experiência, dedicação e respeito em tudo que produz de forma que satisfaça os clientes e encha de orgulho seus colaboradores. Mas, o que mudou no branding dos últimos anos?

Bem, vamos começar pela revolução da informação. Hoje, dispomos de dados inimagináveis há 20 anos. Porém, o que valeria estes dados se não tivéssemos os seus históricos, se a tecnologia não tivesse tido a evolução que hoje nos permite combiná-los da forma que se deseja ou necessita para seu melhor uso?

Além da revolução da informação e da evolução tecnológica, ainda tivemos o efeito Internet com uma distribuição mais horizontalizada, principalmente pela ampla utilização dos smartphones, o que permite que a informação chegue mais rápido ao seu destino. 

E o que tudo isto tem a ver com as mudanças no branding? 

Tem tudo a ver. Ninguém monta um planejamento sem acesso às informações.  Ninguém consegue gerir uma marca se não puder contar com as informações e seus respectivos históricos. Segundo Jaime Troiano, especialista em branding, jamais deve-se dispensar os “insights” (entre outros significados: discernimento – compreensão – nova ideia – luz), que segundo ele, em algumas situações, são mais importantes que os próprios dados. E nós concordamos: de nada adianta termos a informação se não a compreendermos, ou se ela não nos proporciona novas ideias.

Entretanto, a grande mudança na gestão de marcas veio com o Inbound Marketing, cujo objetivo  principal é prospectar novos clientes, mas que por meio da utilização de ferramentas tecnológicas nos permite um relacionamento mais próximo e frequente com os consumidores finais, nos dando acesso às suas insatisfações, anseios e expectativas. 

Mas, segundo matéria publicada pela revista Meio & Mensagem, a gestão de marcas está sendo encarada como uma  evolução do marketing. Recentemente uma matéria publicada na revista cita a mudança realizada na estrutura da P&G, onde o setor de marketing passou a se chamar de gestão de marca, continuando a ser responsável por todo o planejamento e definição de estratégias. 

Certamente, esta nova visão do branding vai ser questionada por alguns especialistas, entretanto, não podemos esquecer que se trata de uma evolução e não da substituição do marketing pelo branding.

QUAL O FUTURO DO BRANDING?

A definição oficial de marketing (elaborada pela Associação Americana de Definições) diz, em resumo, que marketing são todas as atividades que envolvem desde a ideia de um produto ou serviço até as relações de pós-venda. Por esta definição, poderíamos afirmar que branding é uma ferramenta do marketing.

Como vimos no começo deste artigo, a gestão de marcas envolve muitos aspectos do relacionamento empresa-consumidores-sociedade-meio ambiente com mais facilidade por meio do uso das informações e comunicação oferecida pela Internet. Por isso,  o branding, seja ele o substituto do marketing ou uma ferramenta dele, é indispensável no mundo dos negócios. Pense nisto!






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